sábado, 18 de dezembro de 2021

Reflexão: A escolha




A Escolha

Há muitos anos, em uma véspera de natal, um homem muito rico que não tinha mulher, filhos, nem qualquer outro familiar, decidiu presentear todos os empregados de sua mansão. Na hora do jantar, ele chamou os funcionários e pediu para que eles se assentassem à mesa. À frente de cada um havia uma Bíblia e uma pequena quantidade em dinheiro. Depois que todos se acomodaram, o homem perguntou:

_ O que vocês preferem receber de presente de natal: esta Bíblia ou este valor em dinheiro? Não fiquem tímidos, vocês podem escolher o que quiserem.
O primeiro empregado a se manifestar foi o zelador:
_ Senhor, eu gostaria muito de receber a Bíblia, mas como não aprendi a ler, o dinheiro será mais útil para mim.
O jardineiro foi o segundo a falar:
_ Senhor, minha esposa está muito doente, e por esta razão eu tenho mais necessidade do dinheiro. Caso contrário, escolheria a Bíblia, com certeza!
A terceira foi a cozinheira:
_ Senhor, eu sei ler. Para falar a verdade, é uma das coisas que mais gosto de fazer. Porém, eu trabalho tanto que nunca consigo arranjar tempo nem para folhear uma revista, quanto mais ler a Bíblia. Por isso, vou aceitar o dinheiro.
Por fim, chegou a vez do menino que cuidava dos animais da mansão. Como o senhor sabia que a família do garoto era muito pobre, ele se adiantou:
_ É claro que você vai pegar o dinheiro, não é mesmo, rapaz!? Você pode comprar alimentos para fazer uma boa ceia de natal em sua casa, além de comprar uns sapatos novos.
O menino, então, surpreendeu a todos com a sua resposta:
_ Não seria nada mal comprar um peru e outras comidas saborosas para dividir com meus pais e meus irmãos neste natal. Eu também preciso de um par de sapatos novos, já que os meus estão muito velhos. Mas, mesmo assim, vou escolher a Bíblia. Sempre quis ter uma. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus vale mais do que o ouro e é mais saborosa que um favo de mel.
Ao receber a Bíblia, o menino imediatamente a folheou e encontrou dentro dela dois envelopes. No primeiro, havia um cheque com valor 10 vezes maior do que o dinheiro deixado pelo senhor em cima da mesa. Já no segundo, havia um documento que fazia daquele que escolheu a Bíblia, o herdeiro de toda a fortuna do homem rico!
Diante da emoção do garoto e do espanto dos outros empregados, o senhor abriu uma das Bíblias e leu em voz alta para que todos ouvissem:
"A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes. Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos. O temor do Senhor é puro, e dura para sempre. As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas. São mais desejáveis do que o ouro, do que muito ouro puro; são mais doces do que o mel, do que as gotas do favo" (Salmos 19: 7-10)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Reflexão: Hospital do Senhor



Fui ao hospital do Senhor fazer um “check-up” de rotina e constatei que estava doente.

Quando Jesus mediu minha pressão, verificou que estava baixa de ternura.
Ao tirar a temperatura, o termômetro registrou 40 graus de egoísmo.
Fiz um eletrocardiograma e foi diagnosticado que necessitava de uma ponte de amor, pois minha artéria estava bloqueada e não estava abastecendo meu coração vazio.
Passei pela ortopedia, pois estava com dificuldade de andar lado a lado com meu irmão e não conseguia abraçá-lo por ter fraturado o braço, ao tropeçar na minha vaidade.
Constatou-se miopia, pois não conseguia enxergar além das aparências.
Queixei-me de não poder ouvi-lo e diagnosticou bloqueio em decorrência das palavras vazias do dia a dia.
Obrigado, Senhor, por não ter me cobrado consulta, pela sua grande misericórdia.
Prometo, ao sair daqui, somente usar remédios naturais que me indicou e que estão no Evangelho.
Vou tomar diariamente, ao me levantar, chá de trabalho, beber uma colher de sopa de BOM DIA e, de hora em hora, um comprimido de PACIÊNCIA, com um copo de HUMILDADE.
Ao chegar em casa, SENHOR, vou tomar diariamente uma injeção de AMOR e ao me deitar, duas cápsulas de CONSCIÊNCIA TRANQUILA.
Agindo assim, tenho certeza de que não ficarei mais doente e todos os dias serão de confraternização e solidariedade.
Prometo prolongar este tratamento preventivo por toda a minha vida para que, quando me chamar, seja por morte natural.
Obrigado Senhor, e perdoe-me por ter tomado o seu tempo.
Do seu eterno cliente...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Reflexão: O Aldeão



O Aldeão

Um aldeão russo, muito devoto, constantemente pedia em suas orações que Jesus viesse visitá-lo em sua humilde choupana.
Na véspera do Natal sonhou que o Senhor iria aparecer-lhe.
Teve tanta certeza da visita que, mal acordou, levantou-se imediatamente e começou a pôr a casa em ordem para receber o hóspede tão esperado.
Uma violenta tempestade de granizo e neve acontecia lá fora.
E o aldeão continuava com os afazeres domésticos, cuidando também da sopa de repolho, que era o seu prato predileto.
De vez em quando ele observava a estrada, sempre à espera...
Decorrido algum tempo, o aldeão viu que alguém se aproximava caminhando com dificuldade em meio à borrasca de neve.
Era um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado.
Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor.
Levou-o para a choupana, pôs sua roupa a secar ao calor da lareira e repartiu com ele a sopa de repolho. Só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada.
Olhando de novo através da vidraça, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a na choupana. Fez com que se sentasse próximo à lareira, deu-lhe de comer, embrulhou-a em sua capa...
A noite começava a cair... Não a deixou partir enquanto não readquiriu forças suficientes para a caminhada. E nada de Jesus!
Já quase sem esperanças, o aldeão novamente foi até a janela e examinou a estrada coberta de neve. Distinguiu uma criança e percebeu que ela se encontrava quase congelada pelo frio... estava perdida...
Saiu mais uma vez, pegou a criança e levou-a para a cabana. Deu-lhe de comer, e não demorou muito para que adormecesse ao calor da lareira.
Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto ao fogo. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha da lareira, iluminou tudo!
Diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca! - Ah! Senhor! Esperei-O o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão...
E Jesus lhe respondeu: "Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: O vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer... era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa... era Eu! E essa criança que salvaste da tempestade, também sou Eu..."

"O BEM QUE A CADA UM DELES FIZESTE, FOI A MIM QUE O FIZESTE!"

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Reflexão: Raízes fortes




Raízes fortes

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias.
O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.
Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.
Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.
Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.
Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores, praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.
Efeito curioso, pensei eu. As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto do tratamento mais fácil jamais conseguiria.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:
"Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo".
Tenho pensado, entretanto, que talvez seja hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.
Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais.
Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar. Portanto, pretendo mudar minhas orações.
Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Reflexão: A grande festa



A grande festa

Como você sabe, está chegando novamente a data de meu aniversário. Todos os anos fazem festa em minha honra e creio que este ano acontecerá a mesma coisa.
Nesses dias as pessoas fazem muitas compras. O rádio a internet e a TV fazem centenas de anúncios. Por todo canto não se fala em outra coisa a não ser dos preparativos para o grande dia.
É bom saber que ao menos num dia por ano algumas pessoas pensam um pouco em mim. Há muitos anos começaram a festejar meu aniversário. No começo pareciam compreender e agradecer o que fiz por eles, mas hoje em dia, ninguém sabe por que razão o celebram.
As pessoas se reúnem e se divertem muito, mas não sabem do que se trata. Estou me lembrando do ano passado: ao chegar o dia do meu aniversário, fizeram uma grande festa em minha honra.
Havia coisas deliciosas na mesa, tudo estava decorado e havia muitos presentes... mas sabe de uma coisa? Não me convidaram! Eu era o convidado de honra e ninguém se lembrou de me convidar!
A festa era para mim e quando chegou o grande dia, fecharam a porta na minha cara. Bem que eu queria partilhar a mesa com eles. A verdade não me surpreendeu porque, nos últimos anos, muitos me fecham a porta.
Como não me convidaram, ocorreu-me entrar sem fazer ruído. Entrei e fiquei num cantinho. Estavam todos brindando, alguns já estavam embriagados, contando piadas, rindo, divertindo-se.
Aí chegou um VELHO GORDO, VESTIDO DE VERMELHO, COM BARBA BRANCA E GRITANDO: HO! HO! HO! Parecia ter bebido demais. Deixou-se cair pesadamente numa cadeira e todos correram para ele dizendo: Papai Noel! Papai Noel! – como se a festa fosse para ele!
Quando chegou a meia noite, todos começaram a abraçar-se. Eu estendi meus braços esperando que alguém me abraçasse. Quer saber? Ninguém me abraçou. De repente, todos começaram a entregar presentes. Um a um, os pacotes foram sendo abertos. Cheguei perto para ver se, por acaso, havia algum para mim – nada!
O que você sentiria se no dia de seu aniversário todos se presenteassem e não dessem nenhum presente para você?
Compreendi, então, que eu estava sobrando na festa. Saí sem fazer barulho, fechei a porta, fui embora. Cada ano que passa é pior: as pessoas só se lembram da ceia, dos presentes, das festas. De mim, ninguém se lembra.
Gostaria que, neste Natal, você me permitisse entrar na sua vida, reconhecendo que, há mais de dois mil anos vim, ao mundo para lhe dar minha vida na cruz e, assim, poder salvar você. Hoje só quero que acredites nisso, com todo seu coração.
Vou lhe dizer uma coisa. Já que muitos não me convidam para a festa que fazem, vou fazer a minha própria festa – uma festa grandiosa como ninguém jamais fez, uma festa espetacular. Estou nos últimos preparativos e expedindo os convites.
Este é especial para você. Só quero que você me diga se quer vir. Reservarei um lugar para você e incluirei seu nome na lista dos que confirmaram. Os que não aceitarem, ficarão de fora.
Prepare-se porque quando tudo estiver pronto, quando menos se esperar, darei a minha grande festa!